• Felipe Hosken

Especial: MakeWar


Recentemente foi anunciado o festival We Are One 2020. Na edição deste ano os principais nomes são Millencolin e Satanic Surfers. No entanto, para mim, o nome que mais chamou atenção estava em letras menores, o MakeWar. Como o trio ainda é bem desconhecida por aqui, resolvi fazer esse apanhado sobre a banda e uma playlist com as minhas preferidas.

A banda é formada por dois sul-americanos radicados nos EUA, o vocalista e guitarrista venezuelano Jose Prieto e o baixista colombiano Edwin Santacruz. A banda começou como um duo acústico sob o nome de Sad and French. O nome saiu de uma conversa de Prieto com uma amiga que dizia que ele estava sempre triste e se parecia com o cantor francês Herman Dune.


O Sad and French fazia um som acústico muito influenciado pelos primeiros discos do Against Me! Lançaram um disco em 2014 e chamou a atenção de muita gente por causa da força das canções e das letras bem pessoais. "Against the Rules" e "Cheers To You" são ótimos exemplos. Com a entrada do baterista Greg Taylor, ex-From First to Last, e a mudança para um som mais elétrico, a banda sentiu a necessidade de uma mudança de nome, e, assim, surgiu o MakeWar.


O nome simbolizava as muitas "guerras" que o vocalista passava. O primeiro disco com o novo nome, de 2015, tem 9 músicas, onde 7 são regravações elétricas do primeiro trabalho. E é impressionante como o som da banda cresceu e, de certa forma, seguiu os passos do já citado Against Me!


Depois de um show cancelado do MakeWar, Prieto acabou fazendo um show solo acústico. A apresentação chamou a atenção de Brendan Kelly, do Lawrence Arms e do selo Red Scare. Kelly assinou a banda na mesma hora.


Developing a Theory Of Integrity foi lançado pela Red Scare em 2016 e mostrava uma banda mais punk rock, em uma mistura com emo, pop punk e skatepunk. Uma doideira com músicas cheias de nuances tocadas com vigor e paixão. "Sallie", "Ode" e "Tiger Lili" são minhas preferias. Com esse disco debaixo do braço, a banda ganhou visibilidade e começou a excursionar com bandas consagradas (Strung Out, face to face, Lagwagon...) Chamaram a atenção e acabaram assinando com a Fat Wreck Chords.


Em 2019 saiu o debut pela Fat. Get it Together é um discaço. Mostra uma banda mais coesa, ainda mesclando diversos sub-gêneros, mas de forma menos caótica do que no disco anterior. A novidade nesse disco são as duas músicas cantadas em espanhol pelo baixista, Edwin. "No Mas" e "Inmunda Realidad" mostram um lado mais hardcore do disco.


O disco já tem pelo menos dois "hits", "My Bones" e o single "Oh, Brother".


Agora é só esperar que o mundo não acabe para conferir a banda em setembro ao vivo no palco do Circo Voador.


Confira a playlist com as favoritas!




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